[02/04/2008]
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Região Norte – Manaus/Amazonas – 14 e 15 de fevereiro O presidente do CONASS, Osmar Terra, durante a abertura do seminário Violência: uma epidemia silenciosa, da região Norte, disse que é preciso trabalhar uma política nacional que coloque a saúde no centro da discussão da violência. “O tema tem sido discutido sempre como uma questão de segurança pública, que tem sim a missão de coibir, de reprimir e de combater a violência junto com as polícias civil e militar, porém, um problema com dimensões tão grandes deve ser combatido por todos os setores de governo e pela sociedade. Temos que unir forças para que haja a diminuição das ocorrências nas agressões, nos homicídios, nos acidentes de trânsito e em todos os demais aspectos em que a violência se apresenta”, explicou. O seminário contou com a participação de 350 participantes dos estados do Acre, do Amapá, do Amazonas e de Rondônia. Além do presidente do CONASS, Osmar Terra, o evento foi aberto pelo Secretário de Estado da Saúde do Amazonas e vice-presidente do CONASS na região Norte, Wilson Alecrim e pelo vice-governador do Amazonas, Omar Aziz e contou ainda com a presença do presidente da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Amazonas, Nelson Azedo, da vice-presidente do Cosems do Amazonas, Maria Adriana Moreira, do diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde da Secretaria de Vigilância à Saúde, do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio de Moraes Neto, do consultor da Opas na área de Políticas Pública, César Vieira, representando todos os organismos internacionais parceiros. Wilson Alecrim disse que a participação da saúde na prevenção e enfrentamento da violência aponta para mudanças significativas. “Embora o que aconteça na saúde não seja de exclusiva competência dos seus gestores, uma vez que não temos a capacidade de resolver problemas como habitação, saneamento e fome, é a partir da nossa inquietação – com uma forma diferenciada de olhar e de desenhar o cenário de fatores determinantes para a qualidade de vida da população – que a saúde aponta caminhos para a solução de muitos destes problemas, que fatalmente recaem sobre o setor”, destacou. O governador em exercício do Amazonas, Omar Aziz, ressaltou a atuação dos profissionais da saúde em muitos casos de violência. “Por isso mesmo, é preciso adotar uma nova mentalidade para que as delegacias possam contar com assistentes sociais e psicólogos para conversar com as pessoas”. Omar afirmou ainda que não há como resolver brigas entre vizinhos, irmão, ou marido e mulher com prisão. “Uma boa conversa com um profissional qualificado muitas vezes é mais eficaz do que a intervenção policial”, destacou. O representante da Opas/OMS, César Vieira, enfatizou a importância da parceria do CONASS na iniciativa de trabalhar a violência como uma epidemia silenciosa. “A violência deve receber a atenção dos líderes, dos governantes e da sociedade para que seja efetivamente prevenida e combatida”, destacou. Para o diretor de Departamento de Análise de Situação de Saúde, do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio, destacou a iniciativa do CONASS e disse que a visão do Conselho quanto a magnitude da violência e seu impacto no sistema de saúde brasileiro. “A violência é a terceira causa de morte no Brasil e, na região Norte, a segunda causa de morte são as causas violentas e os acidentes de transportes”, destacou.
Região Nordeste – São Luís/Maranhão – 18 e 19 de fevereiro Com 380 participantes dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, o quarto seminário regional Violência: uma epidemia silenciosa, foi aberto pelo governador do estado, Jackson Lago e pelo Secretário de Estado da Saúde do Maranhão e vice-presidente do CONASS na região Nordeste, Edmundo Gomes. Também participaram da abertura o Deputado Estadual Pavão Filho; o Secretário Executivo do CONASS, Jurandi Frutuoso Silva; o Secretário Estadual de Direitos Humanos, Sálvio Dino Júnior; o Diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio; a Secretária Municipal de Saúde de Manaus, Terezinha Abreu; o representante o Cosems do Maranhão, Cleomar Tema; e o assessor em Promoção da Saúde da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS), Fernando Rocabado. O governador do Maranhão, Jackson Lago, ratificou o objetivo do Conselho em inserir a violência na agenda de prioridades do Sistema Único de Saúde (SUS), tratando-a como um problema de saúde pública. “A saúde é o setor pioneiro, que experiência na discussão e participação popular, portanto, está gabaritado para trazer à tona a necessidade de conversar com os demais setores e para participar ativamente do enfrentamento da violência”. O governador ressaltou ainda que a segurança pública conta com fortes aliados, tendo em vista a iniciativa do CONASS, com a parceria do Ministério da Saúde e de entidades como a Opas e o Conasems. Para o Secretário de Saúde do Maranhão e vice-presidente do CONASS na região Nordeste, Edmundo Gomes, a violência tem uma dimensão muito maior do que aquela mostrada nas manchetes dos jornais e que as políticas públicas devem ser dirigidas para que sejam realmente eficazes. “Temos que fazer atuações conjuntas, organizadas e solidárias, pautadas em dados e numa política bem delimitada, onde estados e municípios possa executá-la com um norte, com indicadores a serem buscados e melhorados”, destacou. Representando o presidente do CONASS, Osmar Terra, o Secretário Executivo do Conselho, Jurandi Frutuoso, falou da realização do Seminário Nacional sobre violência, nos dias 29 e 30 de abril, em Porto Alegre/RS, onde todos os projetos regionais serão apresentados. “O seminário nacional terá mesas diferenciadas e contará com a presença de gestores e autoridades nacionais e internacionais. Deste encontro, que reunirá mais de mil pessoas, resultará um documento oficial que deverá ser entregue ao ministro da Saúde e ao presidente da República, a fim de que o tema seja pautado pelo governo, já que a violência deve ser tratada como uma política de Estado”, disse Frutuoso.
Região Sudeste – Rio de Janeiro/RJ – 28 e 29 de fevereiro Dos estados da região Sudeste – Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo – foram apresentados 28 projetos de prevenção e enfrentamento da violência. Aproximadamente 200 pessoas participaram do evento, que foi aberto pelo presidente do CONASS, Osmar Terra, pelo Secretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e vice-presidente do CONASS região Sudeste, Sérgio Cortês e pelo Secretário Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. Também estiveram presentes na solenidade de abertura o Secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Luis Roberto Barradas Barata; a coordenadora Geral de Vigilância de Agravos e Doenças Não-Transmissíveis da Secretaria de Vigilância à Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta; o representante do Cosems do Rio de Janeiro, Valter Lavinas; e o assessor em Promoção da Saúde da Opas/OMS, Fernando Rocabado. Durante a solenidade de abertura do evento, o presidente do CONASS, Osmar Terra, afirmou: “Nosso objetivo é formar uma rede e integrar as ações, não só entre a saúde e a segurança, mas entre os demais setores sociais que podem e devem contribuir com o tema”. O Secretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes, também falou da importância de relacionar as ações dos diversos setores para enfrentar a violência. “É preciso fazer uma grande intervenção social ou não vamos resolver o problema. Não podemos trabalhar somente com planos isolados que não se concretizam efetivamente e, com certeza, as discussões aqui iniciadas contribuirão para a transformação social da nossa população”, disse. Para José Mariano Beltrame, Secretário de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro, a violência não é atribuição de uma só pasta. “Não está apenas nas mãos dos secretários de segurança o combate à violência. Nós temos sim que contê-la e evitar que ela se alastre, mas, só com ações como a realização destes eventos e com a promoção da dignidade e elevando os níveis de civilidade, será possível diminuir os altos índices de violência deste país”, declarou. “Aprendemos na faculdade de medicina que quando se tem um caso difícil e complicado, não devemos atendê-lo sozinho. Temos que reunir uma equipe de profissionais, e é isso que estamos fazendo. Assim, podemos fazer um diagnóstico e realizar o tratamento”, disse o Secretário Estadual de Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata. “Vamos, em conjunto, detectar as causas da violência para sabermos onde atuar”, ressaltou.
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